@_iu7o: #اكسبلورexplore #مالي_خلق_احط_هاشتاقات #fyp #حب

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sool123457
استغفر الله واتوب اليه💕 :
💕💕💕
2025-11-25 16:42:53
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Verdade seja dita: há filmes que duram duas horas e dizem muito pouco. Outros, entretanto, precisam de apenas 5 minutos para alcançarem o patamar de obra indispensável. Este segundo com certeza é o caso do curta-metragem  argentino de animação O Emprego (El Empleo), de 2008. Neste pequeno grande filme, escrito por Patricio Plaza e dirigido por Santiago ‘bou’ Grasso, acompanhamos o protagonista, um homem comum – que beira o medíocre como tudo ao seu redor – durante seus afazeres rotineiros. Ele acorda, faz sua higiene pessoal, toma café e se desloca até o trabalho. Até aí, mais comum impossível. O impacto chega quando percebemos que é justamente nas ações mais banais que mora a complexidade das relações políticas, sociais e econômicas do ser humano. Com sutileza – que acaba nem sendo tão sutil assim -, o curta insere em sua ambientação corpos humanos substituindo coisas (mesas, cadeiras, carros), imagens que podemos considerar como a coisificação humana levada ao extremo para tocar, objetivamente, em assuntos como alienação e exploração do trabalho. Além do pouco tempo de duração, O Emprego também não contém nenhum diálogo. Mesmo assim, não deixa de ser um filme chocante.  Ele choca pela crueza e crueldade do retrato de um cotidiano arrastado, automático e miserável. Nas entrelinhas das cores pastéis apáticas da animação e da falta de expressividade do protagonista e dos coadjuvantes, muita coisa é dita. Fica claro, por exemplo, que o outro não faz parte da nossa perspectiva cotidiana. Por ironia – muito bem aplicada, por sinal -, a cena final não nos deixa esquecer de que também somos o outro de alguém e formamos parte da mesma engrenagem que agride o coletivo.
Verdade seja dita: há filmes que duram duas horas e dizem muito pouco. Outros, entretanto, precisam de apenas 5 minutos para alcançarem o patamar de obra indispensável. Este segundo com certeza é o caso do curta-metragem argentino de animação O Emprego (El Empleo), de 2008. Neste pequeno grande filme, escrito por Patricio Plaza e dirigido por Santiago ‘bou’ Grasso, acompanhamos o protagonista, um homem comum – que beira o medíocre como tudo ao seu redor – durante seus afazeres rotineiros. Ele acorda, faz sua higiene pessoal, toma café e se desloca até o trabalho. Até aí, mais comum impossível. O impacto chega quando percebemos que é justamente nas ações mais banais que mora a complexidade das relações políticas, sociais e econômicas do ser humano. Com sutileza – que acaba nem sendo tão sutil assim -, o curta insere em sua ambientação corpos humanos substituindo coisas (mesas, cadeiras, carros), imagens que podemos considerar como a coisificação humana levada ao extremo para tocar, objetivamente, em assuntos como alienação e exploração do trabalho. Além do pouco tempo de duração, O Emprego também não contém nenhum diálogo. Mesmo assim, não deixa de ser um filme chocante. Ele choca pela crueza e crueldade do retrato de um cotidiano arrastado, automático e miserável. Nas entrelinhas das cores pastéis apáticas da animação e da falta de expressividade do protagonista e dos coadjuvantes, muita coisa é dita. Fica claro, por exemplo, que o outro não faz parte da nossa perspectiva cotidiana. Por ironia – muito bem aplicada, por sinal -, a cena final não nos deixa esquecer de que também somos o outro de alguém e formamos parte da mesma engrenagem que agride o coletivo.

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